João Lourenço quer fixar inflação em níveis aceitáveis aplicando regras rígidas

O Presidente da República eleito, João Lourenço, prometeu hoje que nos próximos cinco anos o Executivo vai procurar fixar a taxa de inflação em limites aceitáveis e controláveis, através de regras rígidas de política cambial e fiscal

Para alcançar essa meta, João Lourenço, que fazia o seu primeiro discurso à nação, momentos depois de ter sido investido no cargo de Presidente da República, advertiu que adoptará políticas que obriguem à imposição de regras rígidas de política cambial e fiscal.

 

Para tal, haverá uma aposta no reforço dos sistemas de controlo de actos ilícitos que possam descredibilizar o sector financeiro e bancário, internamente e no exterior do país.

 

O novo presidente referiu que vai focar atenções, também, em medidas que fomentem o acompanhamento, supervisão e fomento das actividades sectoriais e eliminar as barreiras administrativas que não agreguem valor ao processo de crescimento e desenvolvimento da economia.

 

Em relação ao fomento da actividade produtiva e relançar a actividade económica, salientou que o crédito à economia deverá estar de acordo com as necessidades dos agentes económicos, com foco para diversificação da economia, da redução drástica das importações e aposta nas exportações.

 

Deste modo, disse que a actuação governativa estará centrada  para o crédito e no investimento estrangeiro, para os sectores da indústria, agro-pecuária, pescas, turismo, transportes, imobiliárias e outros de relevante importância para a economia, com a devida transparência e celeridade de modo a dar credibilidade ao processo.

 

Para o efeito, garantiu a manutenção da aposta na electrificação e industrialização no país, devendo ser melhorado o quadro da produção e distribuição de energia eléctrica e água canalizada no país, que permitirá uma maior e séria aposta na criação e pólos industriais pelo país.

 

João Lourenço acrescentou, igualmente, que pretende aumentar a eficiência e eficácia do aparelho de governação, focando a acção na redução da burocracia e no acompanhamento das iniciativas do Estado, iniciando um processo de revisão dos programas de investimento público, dando suporte aos agentes privados que possam gerir projectos de forma mais eficaz e eficiente.

 

João Lourenço assume os destinos da nação num cenário macroeconómico adverso para o país, com desafios prementes como a recuperação e diversificação da economia, e, ainda, a manutenção da estabilidade política.

 

O sucessor de José Eduardo dos Santos (1979-2017) tornou-se no terceiro Presidente da República de Angola, ambos do MPLA, partido do qual também fez parte António Agostinho Neto, o fundador da nação e primeiro presidente do país, cargo que ocupou entre 1975-1979.

 

Angola sofreu, após a independência de 11 de Novembro de 1975, um longo período de conflito armado. Mesmo depois das primeiras eleições multipartidárias em 1992, o país só conheceu a regularidade dos processos eleitorais a partir de 2008, já que o conflito armado só terminou em 2002.

ANGOP