João Lourenço agradece empenho de José Eduardo dos Santos

O novo Chefe de Estado angolano, João Lourenço, agradeceu esta terça-feira, em Luanda, o empenho do Presidente cessante, José Eduardo dos Santos, em prol da Nação e dos angolanos.

No seu primeiro discurso, após a sua investidura na cerimónia que tem lugar na Praça da República, João Lourenço acrescentou que José Eduardo dos Santos cumpriu com brio e abnegação a sua missão.

De igual modo, rendeu homenagem a todos os heróis nacionais da luta pela dignificação dos angolanos, desde Njinga Mbandi, Mandume e até Agostinho Neto.

Agradeceu a escolha do povo, com a sua eleição e garantiu deste modo que será o Presidente de todos os angolanos e reafirmou o seu compromisso na materialização das ambições dos angolanos.

Para si, a construção da democracia deve fazer-se todos os dias, mas não compete apenas aos órgãos do Estado, mas um projecto de todos os angolanos.

Destacou uma governação inclusiva que apele à participação de todos os angolanos, bem como prometeu uma atitude marcante neste mandato.

“O interesse nacional tem de estar acima dos interesses particulares ou de grupo. É pois nossa responsabilidade a construção de uma Angola próspera”, disse.

 

Entre as tarefas a executar, argumentou, está a reforma do Estado, participação mais activa da sociedade civil na vida da Nação, diversificação da economia, entre outras, que na visão do Chefe de Estado só serão bem sucedidas com um amplo diálogo.

Destacou que nos últimos 15 anos Angola conheceu um assinalável progresso no domínio da informação, mas defendeu que ainda há muito por fazer; daí que, ressaltou, haverá um maior investimento público no domínio da comunicação social.

Enfatizou que vai trabalhar para consolidação da inserção do país no mundo, a luta pela manutenção da paz em Angola e a nível mundial, bem como a solidariedade com os outros países.

João Lourenço tornou-se hoje o terceiro Presidente da República investido no cargo, depois de António Agostinho Neto (1975-1979) e José Eduardo dos Santos (1979-2017).  

 

Depois das eleições de 1992, o país só conheceu regularidade dos processos eleitorais a partir de 2008, devido ao conflito armado que terminou em 2002.


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