Inicia a cerimónia de investidura do novo Presidente da República na Praça da República

A cerimónia de investidura do novo Presidente da República, João Lourenço, iniciou 11h50, na Praça da República, com a execução do Hino Nacional, e o recinto preenchido por mais de 30 mil pessoas provenientes de distintos pontos do país.

 Memorial Agostinho Neto

Memorial Agostinho Neto

O acto, que conta com a presença do Presidente da República em funções, José Eduardo dos Santos, é orientado pelo Juiz Presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira. 

Na presença de vários Chefes de Estado e de Governos convidados, João Lourenço, com a mão direita sobre a Constituição, vai jurar lealdade à Lei mãe da República.

Assistem à cerimónia de investidura do Presidente da República eleito, João Lourenço, os chefes de Estado da África do Sul, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Guiné Conacry, Namíbia, Côte d'Ivoire, Rwanda, Portugal, Zâmbia e Togo, Gabão, Congo.

 

Estão igualmente presentes o vice-presidente do Zimbabwe, o primeiro vice-presidente de Cuba e os primeiros-ministros do Tchad e da República Centro-Africana.

 

Na sequência das eleições gerais de 23 de Agosto último, o MPLA teve quatro milhões, 164 mil e 157 votos, correspondentes a 61,08 por cento dos votos, equivalente a 150 deputados, seguido da UNITA com um milhão, 818 mil e 903 votos, correspondentes a 26,68% dos votos, elegendo 51 deputados, e a CASA-CE com 643 mil e 961 votos, correspondentes a 9,44% dos votos, obtendo 16 deputados.

O PRS teve 92 mil e 222 votos (1,35%), conquistando dois deputados, a FNLA 63 mil e 758 votos (0,93%), elegendo 1 deputado, e a APN, com 34 mil e 976 votos (0,51%) sem eleger deputados.

João Lourenço é o terceiro presidente da República de Angola, que alcançou a independência em 11 de Novembro de 1975.

Sucede José Eduardo dos Santos, que assumiu a liderança do país, em 1979, após a morte do primeiro presidente da República, António Agostinho Neto (1975-1979).

Depois das eleições de 1992, o país só conheceu regularidade dos processos eleitorais a partir de 2008, devido ao conflito armado que terminou em 2002.

Angop

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