Chuva ameaça, mas está tudo a postos para a cerimónia de investidura

Clima ameno e ameaça de chuva são as duas notas que marcam, nesta terça-feira, as primeiras horas da cerimónia de investidura do Presidente da República eleito, João Manuel Gonçalves Lourenço, prevista para esta manhã, na Praça da República, em Luanda.

Memorial António Agostinho Neto

Memorial António Agostinho Neto

No local da histórica cerimónia, o ambiente é de correria desde as primeiras horas.

 

Jornalistas, agentes de segurança, de protocolo, do cerimonial, dos serviços de saúde e saneamento básico dividem o mesmo "palco", procurando, cada um ao seu nível, o melhor ângulo e os lugares mais estratégicos.

 

A pouco menos de duas horas para o começo da cerimónia, a ser presidida pelo presidente do Tribunal Constitucional (TC), Rui Ferreira, é ainda pouco notada a presença do povo.

 

Espera-se que o acto venha a ser assistido por, pelo menos, 40 mil pessoas sentadas.

 

A conta-gotas vão chegando, de vários cantos da capital do país, cidadãos que querem fazer parte desse acto histórico. O tema da investidura tornou-se a conversa do momento.

 

As autoridades da Polícia Nacional asseguram desde cedo o acesso ao local. Tudo é feito com o maior rigor e rapidez, quer nas zonas adjacentes, quer na Praça da República.

 

Pelas ruas de Luanda, o trânsito faz-se de forma rápida e sem constrangimentos.

 

A assistência médica e medicamentosa está garantida, com vários técnicos do Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA) espelhados por toda a Praça da República.

 

Os agentes do corpo de bombeiros também estão destacados para casos de emergência, enquanto balneários públicos foram montados para atender os cidadãos, num acto que marcará, igualmente, a investidura do Vice-Presidente da República eleito, Bornito de Sousa.

 

A cerimónia solene deve assinalar também o final do mandato do Presidente da República cessante, José Eduardo dos Santos, no cargo desde 1979.

 

Para o acto, estão convidados vários Chefes-de-Estado e de governos de países amigos de Angola, que se tornou independente em 1975, sob liderança de António Agostinho Neto.

 

O mandato do primeiro Presidente da República foi até 1979.

 

Seguiu-se o Presidente José Eduardo dos Santos, que entre 1979 e 2017 conduziu as políticas do Estado e levou os angolanos rumo à manutenção da soberania.

 

No seu mandato de 38 anos, levou o país à democratização e estabilidade política.

 

Será esta estabilidade que deixa hoje, terça-feira, nas mãos de João Manuel Gonçalves Lourenço, vencedor das eleições gerais de 23 de Agosto último, pela lista do MPLA.

 

O Presidente da República eleito "herda" um país com desafios prementes, sendo a recuperação da economia, diversificação das fontes de receita, a consolidação da paz e da democracia alguns dos principais.


ANGOP

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