CASA-CE concorre às eleições gerais em Angola como coligação após "chumbo" do TC

A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) anunciou hoje que não vai interpor recurso do indeferimento do Tribunal Constitucional ao pedido de transformação em partido, concorrendo às eleições gerais ainda como coligação.

Campaign for the general elections

Campaign for the general elections

Em causa está a decisão do Tribunal Constitucional (TC) de Angola que, em despacho de 19 de janeiro, alega irregularidades no processo de transformação daquela força, a segunda mais representativa da oposição angolana e com assento parlamentar, em partido político.

 

Em comunicado enviado à Lusa, o conselho presidencial da CASA-CE, formação liderada por Abel Chivukuvuku, informa que após a reunião que teve lugar deliberou abster-se da interposição de um recurso a esta decisão.

 

"Em consequência, a CASA-CE vai concorrer às eleições gerais de 2017 como coligação, tal como sucedeu em 2012, onde obteve um resultado positivo, apesar das circunstâncias em que aquelas eleições ocorreram", refere o comunicado.

 

As eleições gerais em Angola ainda não foram convocadas, mas deverão ter lugar em agosto de 2017.

Com esta decisão, de manter-se como coligação de partidos, aquele órgão da CASA-CE afirma que "nada nos impede de virmos a ter um resultado retumbante nas eleições gerais de 2017".

 

"Razão pela qual, todas as atenções dos nossos militantes, dirigentes e quadros deverão estar voltadas para este objetivo sagrado, o de vencer as eleições. Tudo o resto é secundário", afirma ainda o conselho presidencial.

 

A coligação refere que no "contexto em que nos encontramos de pré-campanha eleitoral", é necessária a "concentração de esforço humano e material".

 

"O conselho presidencial apela a todos os militantes, simpatizantes e amigos da CASA-CE a manterem-se calmos, serenos e entrincheirados nos ideais que norteiam a CASA-CE, combatendo as manobras de desinformação que têm sido desencadeadas pelo nosso principal adversário político", refere ainda o comunicado.

 

O pedido para transformação em partido político deu entrada no TC de Angola a 23 de outubro de 2016, tendo o indeferimento sido justificado esta semana, por despacho do juiz-presidente, Rui Ferreira, com "insuficiências e irregularidades" no processo de aprovação do pedido por parte dos partidos integrantes.

 

A CASA-CE é uma coligação de partidos independentes, que surgiu em 2012, mesmo ano em que concorreu às eleições gerais de Angola, contando com oito dos 220 deputados à Assembleia Nacional.

 

Integram a coligação os partidos PADDA - Aliança Patriótica, o Partido de Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), o Partido Pacífico Angolano (PPA) e o Partido Nacional de Salvação de Angola (PNSA).

A transformação em partido político foi uma das decisões saídas do segundo congresso ordinário da coligação realizado em setembro de 2016.

 

Lusa

Lusa