Candidato da CASA-CE também recusa entrevista à TPA

O cabeça-de-lista da coligação angolana CASA-CE às eleições gerais de 23 de Agosto, Abel Chivukuvuku, declinou o convite da Televisão Pública de Angola (TPA) para uma entrevista, decisão que foi justificada pela "atitude hostil" para com aquela formação política.

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A posição foi hoje assumida à agência Lusa pelo vice-presidente da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), Lindo Bernardo Tito, e acontece depois de o candidato da UNITA, Isaías Samakuva, também ter rejeitado o convite, no âmbito das entrevistas individuais que a televisão estatal está a realizar aos seis cabeças-de-lista.

 

Segundo Lindo Bernardo Tito, o candidato da CASA-CE à eleição, indireta, para Presidente da República, aceitou, no entanto, o convite do canal privado TV Zimbo, para uma entrevista no dia 18 de agosto.

 

À semelhança do candidato da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o também presidente da CASA-CE recusou participar da entrevista porque defende o debate entre os candidatos concorrentes às eleições de 23 de agosto e queixando-se da diferença de tratamento do canal estatal, face ao MPLA, partido no poder desde 1975.

 

"A TPA não tem atribuído à CASA-CE um tratamento igual ao que tem dado aos outros concorrentes, a TPA trem uma atitude de hostilidade contra a CASA-CE e neste quadro não há ambiente nenhum para o presidente ir dar uma entrevista à TPA", disse Lindo Bernardo Tito.

 

Para o político, o formato escolhido pela TPA, de entrevistas, dá a ideia de que pretendem distrair as pessoas.

 

"Aqueles candidatos que estivessem disponíveis podiam desencadear o debate, se há um candidato e outro indisponível, isso é problema desse candidato. Mas a TPA, como órgão público, devia, pela primeira vez na história da nossa democracia, das nossas eleições, proporcionar esse debate, só que infelizmente não o fez", criticou Lindo Bernardo Tito.

 

Dois dos seis candidatos concorrentes à Presidência da República nestas eleições já concederam entrevistas à televisão pública angolana, Benedito Daniel, do Partido de Renovação Social (PRS) e Lucas Ngonda, da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA).

 

 

 

Lusa